quarta-feira, 18 de abril de 2007

elite?

Vejo que entre 2 períodos de fazeção de nada (entenda como o momento em que fazemos algo) me dedico com muita vontade ao que estiver fazendo, despendendo um tempo maior do que o seria considerado o necessário e uma vontade superior a normal. Observando esse comportamento me dei conta que somos mantidos em nossas funções exatamente para dar atenção às questões que aqueles que realmente fazem ,não só uma mas muitas coisas, não dariam a mínima. Se nós partimos da premissa que do pequeno se faz o grande e fazemos muito bem o pequeno, podemos nos considerar a elite suprema do processo produtivo, aqueles que executam as tarefas das quais dependem todas as outras tarefas, banais porém essenciais. Não só executamos como fazemos isso com extrema maestria, dada nossa condição de não fazedores de nada pelo restante do tempo. Nos considero uma classe independente e transgressora, não incluídos totalmente no processo e ao mesmo tempo sendo a chave do mesmo processo. Esse processo de negação do trabalho e produção em seu nível mais elevado me deixa admirado.
Não pensem que eu esqueço daqueles que não fazem nada em casa, sei muito bem que nos períodos de ócio saem as melhores faxinas, se criam os melhores passatempos, se assistem os melhores filmes, se descobrem os maiores segredos de nossas casas. Os fazedores de nada são uma classe transgressora em qualquer ambiente, dando um papel ainda mais especial para as pessoas pertencentes a esse tão único núcleo.

ps. colaboradores, por favor, não me deixem monopolizar esse espaço com textos mal acabados e pseudointelectualidade.

Um comentário:

Tita disse...

Exatamente! Os 'menores' são sempre os que trabalham mais, e que consequentemente se fodem mais... e nem por isso levam a boa foma! Uma grande merda. Por isso ainda vou ser chefe, hahaha mas vou ser legal, vai... não gosto de coisas assim.

Beijo, beijo seu Nicolau.
Vou ler os outros textos, você escreve tão bem!