terça-feira, 10 de abril de 2007

Existem diversos tipos de fazer nada, o vigiado, o explícito, o não calculado, o previsto. É engraçado como nos sentimos diferentes ao praticar cada categoria dessa tão ilustre arte. No momento pratico um fazer nada livre, ninguém responsável se encontra a minha volta, logo, não me sinto empelido a encontrar alguma atividade que vingue o salário que ganharei daqui uma semana (espero que venha mesmo!). Notei que ao estarmos inseridos em um ambiente onde outros estão produzindo não conseguimos praticar um fazer nada prazeiroso, ele é sempre acompanhado de um sentimento de culpa. Mesmo quando não há realmente o que fazer. Constato que não existe um único fazer nada, cada pessoa faz nada de um jeito diferente, dependendo da situação em que se encontra. Minha tristeza é que esse texto não tem um propósito e minha idéia inicial já foi exposta, logo será um texto vazio sobre fazer nada. Mas já me pipocou um bela idéia para um próximo texto: "Os mestres do fazer nada: meditadores".

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